Já estou com saudades: um filme que você vai recomendar mil vezes

novembro 14, 2016

Ok! Confesso que torci o nariz muitas vezes pra esse filme quando estava procurando alguma coisa interessante pra assistir na Netflix. Fazia questão de rolar a página mais rápido e nem perder tempo tentando encontrar algo de bom na "capa" do anúncio, que fica lá, indicando do que se trata o longa.  Até que um dia, do nada (mentira, estava cansada de procurar alguma coisa), resolvi clicar no danado e ver o que dizia a sinopse.
Era algo mais ou menos assim:
Jess e Milly são melhores amigas desde a infância. Enquanto uma se casou, teve dois filhos e uma carreira profissional bem sucedida, a outra divide a vida com seu marido Jago em uma casa-barco e tenta desesperadamente ter um filho. A vida das duas muda completamente quando Milly descobre um câncer de mama, colocando nos ombros da amiga Jess o peso de anos de amizade.
Resolvi não questionar, apenas dei play no filme e deixei rodar. Os primeiros minutos conseguiram arrancar algumas risadas, principalmente pela atuação de Toni Collete (Milly), ela é praticamente o filme todo. Sem exageros, ela preenche a história muito bem. 


Com o desenrolar do filme as coisas foram ficando dramaticamente interessantes. Me senti presa. Aos poucos fui entendendo para qual rumo a história estava me levando: "dramédia". Sabe quando você tem que rir da desgraça do outro, porque se você abraçar ele suas lágrimas não vão parar de cair nunca mais ?! Então, é mais ou menos por ai. Como já dito na sinopse, a personagem Milly é diagnosticada com um câncer, uma doença grave, mas que vira piada em vários momentos tirando da tela aquele ar mórbido e exaustivamente triste. As personagens são duas palhaças, no melhor e pior sentido da palavra. Duas grandes amigas que se conhecem muito bem, uma amizade sem limites. 


O filme vai te fazer silenciosamente a todo momento algumas perguntas: "Será que minha melhor amiga faria isso por mim ?" "Que tipo de pessoa consegue rir de um câncer?" "Se fosse eu ?" "Eu abriria mão dessas coisas pra ajudar um amigo?" Cada nova consulta feita por Milly ou a cada diálogo perfeitamente encenado com os filhos vão dar um soco no seu coração, um soco bem forte, mas ainda assim você vai continuar assistindo, seja por valorizar relações de afeto, empatia ou simplesmente por curiosidade. Outra grande sacada do filme é a forma como ele aborda questões sociais de uma maneira plural, como a vontade de ser mãe. Um dos grandes sonhos de Jess (Drew Berrymore), que precisa ser conciliado com a doença da melhor amiga, além da relação de Mãe-Tia-Amiga que ela tem com os filhos de Milly. É uma explosão de amor, uma lição de generosidade e afeto, puro e simples sem pedir nada em troca. 


Chorei muito, não esperava nada do filme e acabei ganhando uma lição de vida, olhos inchados e uma ideia de post para o blog. Realmente valeu a pena. Pensei que seria apenas uma injeção de açúcar nas minhas veias, um filme bem melado e cheio de clichês, mas eu me surpreendi. Me senti feliz e inspirada a ser alguém melhor com os que me cercam e principalmente com aqueles que por algum motivo (doença mental) ainda me chamam de amiga. Mais uma vez. Vale muito a pena. 


Gênero: Drama, comédia
Ano: 2015
Foco: Relações de amizade, amor, doenças terminais, família
Avaliação:  ★ ★ ★ ★ 

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  1. Conheci muitos filmes bons, depois de muito torcer o nariz, desta forma :) Bem, mais ou menos, normalmente meu namorado escolhe e me força a assistir mesmo kkkk
    A história pareceu bem legal, triste como gosto, e divertida como gosto. Ansiosa para assistir ;)
    Beijos, saudades dos seus posts!

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    1. Obrigado Allana, você está sempre por aqui lendo os posts do blog <3 Vou voltar a escrever sim, pode deixar. Estava ocupada estudando para o mestrado mas agora tá tudo certo. Beijo!

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